• Quem ama e se sente amado, não consegue guardar só para si este amor.
  • Amado seja por toda parte o Sacratíssimo Coração de Jesus.
  • Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.
  • E nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor. Deus é amor.
  • O espírito da nossa Congregação é um espírito de amor e de bondade, de humildade e simplicidade.
  • Nós estamos envolvidos em uma variedade de ministérios sendo esta a nossa maneira de responder aos 'sinais dos tempos’.
logotipo


Senhor, tuas palavras são espírito, são vida;

21 de março de 2013 / Publicado em Palavra

DIA 22 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA

Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; 

Evangelho (João 10,31-42)

Naquele tempo, 10 31 os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar.
32 Disse-lhes Jesus: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?”
33 Os judeus responderam-lhe: “Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus”.
34 Replicou-lhes Jesus: “Não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: Vós sois deuses?’
35 Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada),
36 como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus?
37 Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais.
38 Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.
39 Procuraram então prendê-lo, mas ele se esquivou das suas mãos.
40 Ele se retirou novamente para além do Jordão, para o lugar onde João começara a batizar, e lá permaneceu.
41 Muitos foram a ele e diziam: “João não fez milagre algum,
42 mas tudo o que João falou deste homem era verdade”. E muitos acreditaram nele.

Palavra da Salvação. 

Meditando a Palavra

Trouxeram pedras… (Jo 10,31-42)

Um dia, na solidão do deserto, Jesus teve fome e foi tentado pelo demônio, que lhe sugeriu transformar pedras em pães (Mt 4,3), assumindo o destino em suas próprias mãos, como se o Pai não cuidasse pessoalmente das necessidades do Filho. Outra vez, na montanha, ensinando a multidão, Jesus perguntou se, entre eles, um pai seria tão mau que chegasse a dar pedras ao filho que pedisse pão (Mt 7,9). É áspero o contraste entre pedra e pão. A pedra é dura, fria, inorgânica. O pão é macio, quente, orgânico. Ela nasce da ação violenta dos vulcões. Ele é carinhosamente amassado pela mãe de família. A pedra serve para matar. O pão garante a vida do homem.

Neste Evangelho, Jesus ensina no Templo. E quando o Filho de Deus chama a Deus de Pai, afirmando sua unidade com Ele, os judeus foram buscar pedras para o apedrejar, como punição contra um blasfemador. Logo Jesus, que lhes dava o Pão da Palavra, ser ferido com pedras até a morte?!

É a capacidade humana de pagar o bem com o mal! Profunda cegueira que rejeita o dom oferecido por Deus! Esta reação se repetiria: tentaram matar Jesus na sinagoga de Nazaré, ao anunciar o “ano da graça” do Senhor (Lc 4,14ss). Ou quando perdoou os pecados ao paralítico (Mt 9,1-8). E ainda quando chamou Lázaro de volta à vida (Jo 11,53). A crucifixão no Calvário foi apenas a última cena de um drama que os homens daquele tempo prepararam com ódio e rancor.

Ao longo da História humana, os discípulos de Jesus enfrentaram o mesmo ódio e a mesma violência. A semelhança entre o Mestre e seus seguidores fiéis é tão extrema, que Estêvão, o primeiro mártir, foi morto com pedras (At 7,58). E os apóstolos Pedro e André acabariam crucificados como Jesus. Na verdade, o martírio vem exatamente atestar que o discípulo foi fiel a seu Mestre.

A Igreja padece perseguição. Se o homem é explorado, a Igreja o defende e sofre violência. Ela foi torturada no Coliseu romano, nos jardins do Imperador e nas minas de metal. Todos os totalitarismos odiaram Roma, como o nazismo de Hitler e o comunismo de Stálin. Ainda hoje, os cristãos são martirizados entre comunistas, com os bispos chineses presos e torturados, ou entre muçulmanos, cujos ativistas degolaram os monges de Tbhirine, no Monte Atlas (Argélia).

Que temos nós para Jesus e sua Igreja? Também jogaremos pedras?

Orai sem cessar: “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se a pedra angular.” (Sl 118,22)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.