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Evangelho do dia – Marcos 6,45-52

Publicado em 7 de janeiro de 2014 / Evangelho do dia

DIA 8 DE JANEIRO – QUARTA-FEIRA

Louvai o Senhor Jesus, todos os povos. 

Evangelho (Marcos 6,45-52)

Depois de saciar os cinco mil homens, 6 45 imediatamente ele obrigou os seus discípulos a subirem para a barca, para que chegassem antes dele à outra margem, em frente de Betsaida, enquanto ele mesmo despedia o povo.
46 E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar.
47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra.
48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles. 49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram;
50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: “Tranqüilizai-vos, sou eu; não vos assusteis!”
51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor,
52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis.

Palavra da Salvação. 

O vento era contrário… (Mc 6,45-52)

Neste Evangelho, os discípulos se encontram na barca, no breu da noite escura. Vem a tempestade e sopra o vento forte. São dominados pelo medo – acentuado pela visão de Jesus que caminha sobre as águas e é tomado por um fantasma – e chegam ao terror.

Somam-se a inutilidade do simples esforço humano e a falta de fé. Tudo aponta para o desastre, não fosse a súbita Presença que amaina a tempestade e faz calar a ventania… Nem parece que eles haviam acabado de presenciar o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, quando o Mestre demonstrara de forma inegável o seu poder sobre a matéria!

Este quadro parece bem uma metáfora da situação atual de muitos grupos cristãos, revestidos da máscara de fracassados. Para eles (e para todos nós!), cabem as palavras do Papa Francisco na Exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”:

“Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre. Ninguém pode empreender uma luta, se de antemão não está plenamente confiado no triunfo. Quem começa sem confiança, perdeu de antemão metade da batalha e enterra os seus talentos. Embora com a dolorosa consciência das próprias fraquezas, há que seguir em frente, sem se dar por vencido, e recordar o que disse o Senhor a São Paulo: ‘Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.’” (2Cor 12,9)

Prossegue Francisco: “O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal. O mau espírito da derrota é irmão da tentação de separar prematuramente o trigo do joio, resultado de uma desconfiança ansiosa e egocêntrica”. (EG, 85)

E se morrêssemos afogados? E se o mar da vida nos engolisse? E se a sociedade neopagã nos levasse de volta às origens da Igreja, isto é, às arenas e aos carrascos?

Ora, os primeiros cristãos caminhavam para a arena do martírio cantando salmos de alegria. A alegria que nasce da oportunidade de demonstrar um grande amor.

Ou já não amamos?

Orai sem cessar: “Tu acalmas as ondas quando elas se elevam!” (Sl 89,10)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança