Celebra-se no dia primeiro de janeiro, a solenidade da santa mãe de Deus. A liturgia traz novamente o cenário do presépio e coloca em evidência a figura de Nossa Senhora. Evidentemente, que a figura central desta solenidade é Jesus Cristo, mas a Virgem Maria se apresenta como aquela que estabelece um vinculo profundo com o Senhor. De forma lenta e gradativa, Maria vai percebendo as exigências do seu SIM. Alguns elementos que compõem o cenário do presépio se tornam para Maria oportunidade de reflexão. A presença dos marginalizados (pastores), e o relato feito por eles, é uma prova de que o seu SIM tem implicações na libertação dos pobres.

A resposta de Maria a Deus não trará benefícios para si mesma, mas se encaixa num plano de salvação. Maria se dá conta de que ela não é somente destinatária desta boa noticia, mas também emissária. Aqui está a dimensão evangelizadora de seu SIM. Evidentemente, isto tem implicações, pois Maria enfrentará as consequências desta missão. Por ocasião da apresentação do Menino Jesus, Simeão traduz bem este espírito de entrega e sacrifício. “este menino será causa de reerguimento e queda para muitos em Israel… E uma espada traspassará o teu peito.”Talvez aqui possamos entender a atitude de Maria: “ouvia todas estas coisas e guardava em seu coração”. É atitude de quem é capaz de ler nos sinais da história a presença de Deus em favor dos Homens.

É a sabedoria de quem faz esta ponte entre as profecias e os acontecimentos da vida. A resposta de Maria será efetiva, contínua, todos os dias diante dos acontecimentos vindouros. Ao contemplar o Menino Jesus no presépio, Maria percebe que sua existência está totalmente ligada ao filho de Deus, pois foi através dela que Deus se manifestou concretamente aos homens. Ela fora chamada para a gestação física do seu filho amado.

A vida de Maria, portanto, definia-se por sua relação com o Pai e com o seu filho Jesus. O SIM de Maria tem uma ligação direta com a inversão dos marginalizados: a alegria ocupará o espaço da tristeza.“Hoje anuncio para vocês uma grande alegria”…O encontro dos pastores com o menino Jesus é motivado por esta notícia.

Os renegados da sociedade de então, são agora protagonistas deste acontecimento salvífico. Portanto, quem tem um verdadeiro encontro com Deus, passa por esse processo transformador. Como conseqüência, recebe a missão de testemunhar esta experiência gratificante.

Pe. Edvaldo, MSC