CASA DE MENINOS
O QUE É? COMO SE ORGANIZA?
1. APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
A CASA DE MENINOS WENCESLAU NETO foi fundada em 1948, e é organizada e mantida pelos MISSIONÁRIOS DO SAGRADO CORAÇÃO da Província de São Paulo (Estatuto nº. 14), que respondem pela folha de pagamento dos funcionários e encargos sociais. Além disso, conta com sócios contribuintes, que fazem mensalmente suas doações em dinheiro e mantimentos.
A instituição tem como finalidade principal a assistência social por meio da educação e promoção da infância e da adolescência em consonância com a Lei orgânica de Assistência Social (LOAS), LDB e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Atualmente, a CASA DE MENINOS WENCESLAU NETO atende um total de 28 crianças e adolescentes do sexo masculino, com idade de 07 a l7 anos e onze meses, dando-lhes apoio material: alimentação, vestuário, calçados, tratamento médico, psicológico, ortodôntico odontológico e social, a fim de proporcionar a estas crianças uma vida digna, tanto na parte física, como emocional, intelectual e espiritual.
As irmãs Filhas de Nossa senhora do Sagrado Coração assumiram a Administração da entidade em 2001.

2. INTRODUÇÃO
A Casa de Meninos Wenceslau Neto, através do Projeto de Atendimento Psicopedagógico, beneficiará 32 crianças e adolescentes do sexo masculino, com idade de 07 a 17 anos e 11 meses, que estejam abrigadas na Instituição.
O projeto será composto de: atendimento psicológico e psicopedagógico, atividades lúdicas, reforço escolar, esporte e atividades recreativas. Essas atividades serão desenvolvidas de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino, no período extra-escolar.
Através desse projeto, a Instituição pretende melhorar a qualidade de vida do público atendido, capacitando-o para o exercício pleno da cidadania, além de assegurar a permanência da criança e do adolescente no sistema educacional.

3. JUSTIFICATIVA
As crianças e adolescentes encaminhados à Casa de Meninos pelo.
Conselho Tutelar e Juizado da Infância e Adolescência apresentam baixa auto-estima, baixo rendimento escolar e apatia, que afetam seu desenvolvimento, devido às dificuldades vivenciadas.
O abrigo é antes de tudo um momento crucial na vida de uma criança ou adolescente, pois seu universo familiar é substituído pela instituição que o acolhe. Além de ter o lugar no mundo alterado, a criança e o adolescente passam pela vivência de não poder definir o seu futuro.
As perturbações que ocorrem no processo de aprendizagem, em geral, estão relacionadas com insegurança e sentimento de menos-valia, decorrentes da situação de abandono em que se encontram e que leva aos bloqueios e impedimentos à aprendizagem.
Esse projeto é uma alternativa de mudança de vida para essas crianças e adolescentes, visto que a instituição oferece meios que possibilitam que eles cresçam tendo um vínculo afetivo, com maior segurança em seus relacionamentos sociais e afetivos, para que possam exercer sua crítica e participação nas decisões de mudanças da sociedade.
Por isso, faz-se necessário fortalecer a auto-estima dessas crianças e adolescentes, dando-lhes um suporte afetivo e emocional, a fim de que fiquem mais bem preparados para lidar com as dificuldades diversas no seu cotidiano.
A institucionalização apresenta, por sua própria natureza, dificultadores para que as condições necessárias ao bom desenvolvimento possam ocorrer. A falta de vida em família, a dificuldade em obter atenção individualizada, os obstáculos ao desenvolvimento de atividades ou a expansão de tendências particulares a cada um, a submissão a disciplina e rotina rígidas, o convívio restrito às mesmas pessoas em todas as atividades diárias são aspectos que se opõem ao desenvolvimento sadio da criança.
O abrigo, como instituição formadora de valores, carece de revisar criticamente suas práticas educativas e ter recursos para oferecer melhores condições de trabalho, qualificação e supervisão de profissionais, ou seja, gerar condições para que todas as pessoas nele implicadas no seu viver cotidiano tenham condições de manejar a promoção da saúde (pessoal e coletiva) e enfrentar seus momentos de adoecimentos ou crises.

Por isso, torna-se necessário uma equipe técnica adequada, pois o abrigo, desde que capacitado tecnicamente para tal, possui potencial para atuar como agente educacional, e não apenas como mero expectador ou administrador dos deveres e direitos das crianças e adolescentes.
Nosso objetivo é também contribuir para a promoção dos direitos de convivência familiar e comunitária, não permitindo que o vínculo familiar seja rompido.
Apesar de todas as dificuldades e adversidades que a situação apresenta não podemos nos furtar a reconhecer que quanto mais cedo a criança puder se certificar de que tem o acolhimento familiar, poderá mais rápido desenvolver um sentimento de segurança para enfrentar os fatos adversos vividos e aqueles que ainda estão por viver.
À Instituição cabe, através da equipe técnica, “buscar” estas famílias na tentativa de fazer a ligação com as crianças e adolescentes abrigados, estreitar os laços e principalmente investir na qualidade destas relações. Isto será possível através das atividades desenvolvidas, que visam justamente orientar, acompanhar e reconstruir suas histórias, trajetórias, conhecer de perto a realidade na qual estavam inseridos estas crianças e adolescentes. A dinâmica familiar e suas problemáticas que levaram ao abrigamento também devem ser trabalhadas, visando uma reestruturação para a reinserção familiar/social.