Conversão e Transformação

  • Organização e procedimentos:

A primeira semana do Capítulo Geral MSC cumpriu fielmente o que fora agendado: duas sessões diárias com a participação de 67 confrades, representando os MSC do mundo inteiro. As atividades sempre culminavam com a Santa Missa, à noite, o jantar e convivência fraterna. Nas sessões capitulares se respira um clima de confiança e escuta, com tempo suficiente para retomar as questões lançadas e tomar posição quando é momento de decisão, assim como breves e frequentes reflexões que permitem aprofundar os temas abordados.

O Capítulo foi aberto pelo Superior Geral, Padre Marco McDonald, e foram confirmados como secretários: Padres Mitakda e Ruiú, e como Moderadora Capitular a Irmã Mechtild Schneider, MSC. Também foram apresentados os assistentes do secretariado e a equipe de tradutores: Padres Douchin, Londoño, Mulcahy, Lafleur e Summer, e o coordenador da Liturgia: Pe. Fernando Clemente dos Santos.

Cada jornada está marcada por um momento significativo de escuta da Palavra na capela. O Evangelho anunciado logo é partilhado em pequenos grupos estabelecidos. Para se trabalhar os temas, formam-se outros grupos, desta vez para discussão, com os nomes de nossos mártires MSC. A dinâmica do Capítulo permite muitos momentos de encontro, diálogo e, de certo, as refeições facilitam também ir conhecendo mais nossos companheiros de diversas línguas e culturas ao redor do mundo. É como se em nós já fosse se cumprindo o desafio de que seja “Amado em todas as partes o Sagrado Coração de Jesus”.

  • Abertura do Capítulo Geral

O primeiro dia capitular, uma cerimônia simples na segunda feira 4 de setembro; as velas acesas marcaram o início do encontro que nos reúne durante três semanas para tratar de todo concernente a nossa vida e missão. Isto requer clareza da organização e das regras de procedimentos, que são aprovadas por toda a assembleia.

A apresentação das Diretrizes fez-nos retomar nossa visão e nosso plano para o futuro, mediante o método do Ver, Julgar e Agir. Não olhamos apenas os sinais de alegria e esperança no Hoje de nossa Congregação; nos fixamos também nos desafios e refletimos em grupos e na assembleia sobre estes tópicos. Julgamos nossa realidade à luz da Palavra de Deus e de nossas Constituições, a fim de agirmos, em consequência disso, partindo de nosso apostolado e à luz de nossa missão. É um exercício que requer um tempo de oração e reflexão, partilhando com ânimo de discernimento pessoal e comunitário.

Temas que marcaram esta primeira semana de trabalho:

  • A eleição do novo Superior Geral, que nos guiará com seu Conselho pelos próximos seis anos. A administração atual cumpriu sua tarefa segundo as normativas congregacionais e dará lugar à nova equipe que será eleita na segunda semana do Capítulo.
  • Conhecimento do Relatório Geral e do Instrumentum Laboris. Posto em comum o primeiro documento, permitiu-nos reconhecer a vida da Congregação durante esses seis anos passados e apontar o rumo a seguir a partir das contribuições das Províncias e Uniões, onde estão plasmados os grandes temas que formam nosso ser e fazer, “conscientes de que estamos vivendo em uma sociedade e uma Igreja em mudança” e que supõe um desafio para nós.
  • As prioridades que marcam o rumo da vida missionária no mundo: Missão e Internacionalidade, Formação e Integridade no Ministério, Espiritualidade Cósmica e Justiça, Paz e Integridade da Criação, Reestruturação e Comunidade, os Pobres e a Justiça, Envelhecimento e Meios de Comunicação Social… Um conjunto de realidades que expressam nossa identidade e missão, nosso serviço no sentir eclesial e compaixão pelos que sofrem qualquer tipo de dificuldade, a expressão do amor como resposta aos Males.
  • A reflexão testemunhal do Cuidado e Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis. A gravidade do caso e suas implicações para nossa fidelidade como chamados a expressar a misericórdia de Deus no mundo, assim como a credibilidade e ternura da “Mãe Amorosa” que é nossa Igreja, nos põe em sintonia com esta preocupação. A Administração Geral, em sintonia com o Papa Francisco e seus antecessores, nos impele a definir nossa consciência e responsabilidade no que devemos fazer para assegurar o cuidado e a proteção dos menores e adultos vulneráveis, portanto, requer um Código de Conduta de acordo com o que somos. Não é um tema qualquer, mas a sensibilidade desde o Coração de Jesus por um trato preferencial por seus favoritos a quem devemos amar e proteger, nunca lastimar.
  • Outros momentos do Capítulo Geral
  • No transcurso do Capítulo fomos agraciados pela presença do Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, e do Monsenhor Robert Oliver STD, Coordenador da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, que, com Tim Brennan, nos ajudaram a aprofundar o tema.
  • Com a iniciativa de uma equipe liderada pelo Padre Valentim de Meneses, disfrutamos a primeira de três quintas-feiras para compartilhar cantos, danças e contos, e de nos alegrarmos juntos mediante as expressões de nossas culturas e capacidade de improvisar em apresentações de nossos valores artísticos e folclóricos.
  • O fim de semana nos distancia do ritmo intenso do Capítulo para abrir-nos à riqueza da Roma Antiga, a cidade que nos acolhe e guarda em si tanta história que atravessa nossa identidade eclesial e o ponto de Comunicação em todo o mundo com o serviço de Pedro. A visita a Assis, no sábado, reencontro com Francisco il Poverello, aviva o chamado por uma Igreja humilde, simples, de portas abertas e sempre em saída. Domingo mais tranquilo, com agendas pessoais e de pequenos grupos, entre os quais se destacam os peregrinos capitulares que vão à Praça de São Pedro para a missa e evocam com Francisco o modo evangélico de conectar-se com o mundo, pois nada de humano fica fora do nosso sentir e pensar.
  • Conclusão

Esta primeira semana, a temos vivido com muita intensidade, em momentos marcados pelo gesto de acolhida, escuta, alegria e confiança à medida em que vamos reconhecendo mais em cada momento de partilha no desenrolar de nosso Capítulo. E, por conseguinte, nos sentindo acompanhados por nossa grande família – amigos, leigos, co-irmãos, familiares – que nos acompanham e asseguram uma presença orante por nós, para que neste Capítulo Geral estejamos à altura do que Jesus nos propõe como MSC, para que o mundo tenha vida em abundância.