A Igreja celebra no dia 2 de novembro o Dia de Finados. Recordamos nesta data os nossos entes queridos que já estão em plena comunhão com o Pai.

A instituição de um dia especial no ano para lembrar os fiéis já falecidos, deve-se à iniciativa de um monge beneditino chamado Odilão. Ele era superior de um mosteiro na França por volta do ano 1000, teve esta ideia.

O Abade Odilão ordenou que todos os mosteiros filiados à abadia celebrassem um ofício pelos defuntos na tarde do dia primeiro de novembro. Com passar do tempo, esta iniciativa foi adotada pela autoridade da Igreja, que mudou a data para dia 2 de novembro. Aos poucos esta celebração se tornou universal.

Celebrar a memória dos fiéis defuntos significa estar em sintonia com a palavra de Deus e alimentar nossa esperança na ressureição dos mortos. O apóstolo Paulo, ao escrever aos tessalonicenses, faz a seguinte exortação: “se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrem” (1Ts. 4,13-14)

Este mesmo Apóstolo, em sua defesa diante do governador romano, destaca sua esperança na comunhão definitiva: “Tenho em Deus a esperança de que há de acontecer a ressurreição, tanto de justos como de injustos” (At.2,26)

No livro de Macabeus encontramos a seguinte afirmação: “é um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres de seus pecados” (2Mc 12, 45)

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer, teria dito aos filhos que a acompanhavam: “ponde meu corpo em qualquer lugar e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que no altar de Deus vos lembreis de mim, onde quer que estejam”.

Portanto, esta exortação da palavra de Deus, é dirigida a cada um de nós. O dia de finados não é dia de tristeza ou lamúrias, como o é para aqueles que não têm fé, mas sim dia de saudosa recordação. A fé, nos garante que o nosso relacionamento com Deus não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante através da oração. Nesse sentido nada deve abalar a esperança de uma pessoa de fé, nem mesmo a morte.

Que a nossa missão neste mundo, esteja voltada para aquilo que há de vir. Que saibamos viver o presente, sustentando a esperança na vinda do reino futuro e definitivo.
Pe. Edvaldo Rosa de Mendonça, MSC.