A Sociedade dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus foi fundada em Issoudum, França, em 1854, pelo Padre Júlio Chevalier, no mesmo dia da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição de Maria.

Em seu discurso aos Missionários, o Papa recordou o lema do Capítulo: “O Senhor guardou o melhor vinho até agora” (Jo 2,10) e explicou:

“Se, de um lado, vocês estão cientes e agradecidos pelo precioso patrimônio de projetos e obras apostólicas – que o carisma proporcionou neste século e meio de vida do Instituto… – de outro, vocês podem perceber que as suas ricas potencialidades, em benefício da Igreja e do mundo, não se esgotaram”.

Por conseguinte, continuou o Papa, vocês saberão extrair, da fonte genuína e inesgotável do seu carisma, novo impulso, escolhas corajosas, ações criativas da missão que lhes foi confiada. As mudanças atuais e os novos compromissos com a evangelização da Igreja são as condições que tornam possíveis os novos modos de oferecer o “melhor vinho” do Evangelho, que causam alegria e esperança a tantas pessoas. E Francisco acrescentou:

“Se a inspiração original do Fundador era a de difundir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, hoje vocês a compreendem e a atualizam, mediante novas formas de obras e ações, que testemunham o amor misericordioso de Jesus a todos, sobretudo aos mais necessitados do mundo. Porém, para que isso seja possível, vocês devem retornar ao primeiro e único amor: Jesus Cristo”.

Neste sentido, o Santo Padre exortou os membros do Instituto a manter o olhar fixo no Senhor, aprendendo com Ele a amar com o coração humano, a buscar e a cuidar das ovelhas perdidas e feridas, a trabalhar pela justiça e a solidariedade entre os mais fracos e pobres, dando esperança e dignidade aos deserdados. E os exortou:

“Como Missionários enviados ao mundo, eis o primeiro Evangelho que a Igreja lhes confia: mostrar, com as suas obras, o amor apaixonado e terno de Deus  aos mais pequeninos, os últimos, os indefesos, os descartados da terra”.

Aqui, Francisco falou da falta de vocações, mas também da necessidade de dar uma formação cristã à juventude, ulterior expressão do carisma do Instituto. A emergência educativa é uma das fronteiras da missão evangelizadora da Igreja. O Papa concluiu exortando os membros da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus, que conta com um grupo consistente de Irmãos religiosos:

“Jamais cedam ao mal do clericalismo, que distancia o povo e, especialmente, os jovens da Igreja… Vivam entre vocês uma verdadeira fraternidade, apesar da diversidade, que valoriza a riqueza de cada um. Não tenham medo de incrementar a comunhão com os leigos e com a família carismática, inclusive as religiosas do Instituto”.

Por fim, Francisco abençoou a todos em nome do Sagrado Coração de Jesus. (MT)