Durante o ano litúrgico a Igreja nos propõe diversas oportunidades de reflexão. Em cada mês, uma proposta. São elas: Maio, mês de Maria; Junho e Julho Sagrado Coração, Corpus Christi, São Pedro e São Paulo; mês de Agosto vocações; Setembro, bíblia e Outubro, mês das missões. E é sobre a temática reservada para o mês de outubro que vamos conversar agora.

Qual a importância das missões? O mês missionário nos lembra que o Senhor necessita de pessoas com um espírito inquieto diante do sofrimento humano, por isso, faz o convite para trabalharmos em sua “vinha”. E, vinha, é o lugar de nossa missão, onde estão as pessoas mais necessitadas. E é para trabalhar lá, como batizados, que somos chamados. O Documento de Aparecida, muito sabiamente traduziu esses trabalhadores da vinha como os “discípulos missionários do Senhor”.

Nenhum batizado está dispensado deste convite. Assumir a missão é dar resposta a nossa consagração batismal. Este apelo à missão foi lembrado por Paulo VI, quando declarou o dia mundial das missões no terceiro domingo de Outubro. Diz o Papa: “o dia mundial das missões é uma grande oportunidade para fazer sentir a vocação missionária da Igreja, aos nossos irmãos no episcopado, ao clero, aos religiosos, e a todos os católicos do mundo”. Somos assim chamados a levar o evangelho às diversas realidades de nossa sociedade: Aos pobres, aos presos, aos doentes, as crianças e aos que vivem nas ruas de nossas cidades. Enfim, fazer com que a palavra libertadora de Jesus chegue a estes corações feridos no mais íntimo de sua dignidade. A Igreja existe em função da missão e toda a sua organização deve estar voltada para isto.

Quando observamos o Novo Testamento, verificamos que Jesus ordena aos seus seguidores a “fazer discípulos” [MT 28, 19] e a pregar o Evangelho a todas as criaturas. Esta ordem nos leva a uma ação constante e eficaz. O cristão comprometido com a palavra do Senhor, jamais será acomodado, terá sempre o espírito inquieto diante dos desafios da vida humana. Para isto é preciso ter claro dois pontos: a missão não deve estar desvinculada da palavra de Deus, pois, a bíblia é a direção do agir cristão, e, depois, de que a tarefa prioritária da Igreja é a evangelização como fonte de reconstrução da vida humana.
Pe Edvaldo Rosa de Mendonça, MSC.