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Tem início, em Aparecida (SP), a 56ª Assembleia Geral da CNBB

Às 9h15, começou, oficialmente, a 56a. Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, no pátio do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebe o episcopado brasileiro que conta, atualmente, com mais de 300 bispos. Todo o trabalho de preparação para o encontro foi realizado sob a coordenação do secretário-geral, dom Leonardo Steiner, que será substituído no comando da reunião por dom Esmeraldo Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA). A estrutura Colaboradores da CNBB Matriz trabalharam vários meses para deixar prontos todos os documentos, o material de suporte e a logística para o encontro. Sob a coordenação do P. Antônio Silva da Paixão, a equipe do Centro de Eventos se esmerou para deixar um espaço simples, mas iluminado e confortável para que os bispos possam enfrentar jornadas pesadas de trabalho. O plenário, adaptado no centro da quadra poliesportiva foi formatado de modo que todos os participantes tenham uma visão clara da mesa de coordenação dos trabalhos. Na parte subterrânea do Centro de Eventos ficam localizadas as salas de trabalho para os grupos e o espaço onde os bispos podem conviver nos intervalos. Há ainda capela, escritórios e outras instalações necessárias para o funcionamento do encontro. A secretaria técnica da CNBB tem representantes com plantão permanente na assembleia. Além disso, há um suporte de funcionários que ajuda na execução dos serviços de TI e de reprografia. Subsecretário Adjunto de Pastoral, Pe. Deusmar Jesus da Silva, coordenou a preparação de encaminhamento da pauta oficial votada pelo Conselho Permanente da CNBB, em outubro de 2017. Coube a ele, a orientação do secretário-geral,... ler mais

Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa

É precisamente o espírito de alegria que o papa Francisco escolhe colocar na abertura de sua última Exortação Apostólica, lançada nessa segunda-feira, 10/04. O título “Gaudete et Exsultate”, “Alegrai-vos e exultai,” repete as palavras que Jesus dirige “aos que são perseguidos ou humilhados por causa dele”. Nos cinco capítulos e 44 páginas do documento, o papa segue a linha de seu magistério mais profundo, a Igreja próxima à “carne de Cristo sofredor.” Os 177 parágrafos não são – adverte –  “um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções”, mas uma maneira de “fazer ressoar mais uma vez o chamado à santidade”, indicando “os seus riscos,  desafios e oportunidades”(n. 2). A classe média da santidade Antes de mostrar o que fazer para se tornar santos, o  papa Francisco se detém no primeiro capítulo sobre o “chamado à santidade” e reafirma: há um caminho de perfeição para cada um e não faz sentido desencorajar-se  contemplando “modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis” ou procurando  “imitar algo que não foi pensado para ele”. (n. 11). “Os santos, que já chegaram à presença de Deus” nos “protegem, amparam e acompanham” (n. 4), afirma o papa. Mas, acrescenta, a santidade a que Deus nos chama, irá crescendo com “pequenos gestos” (n. 16 ) cotidianos, tantas vezes testemunhados por “aqueles que vivem próximos de nós”, a “classe média de santidade” (n. 7). Razão como um Deus No segundo capítulo, o papa estigmatiza aqueles que define como “dois inimigos sutis da santidade”, já várias vezes objeto de reflexão, entre outros, nas missas na Santa Marta, na Evangelii gaudium, bem como no recente documento da Doutrina da Fé, Placuit... ler mais

NOTA DE FALECIMENTO

É com pesar que informamos que Padre Mark McDonald, Ex-Superior Geral dos Missionários do Sagrado Coração veio a falecer hoje. Atualmente, ele estava em sua província de origem, nos Estados Unidos. Em breve, mais informações. Inspirados e confortados por este tempo Pascal, rezemos pelo descanso eterno deste irmão tão... ler mais

Uma nova missão MSC

Meluco, um nome que soa um pouco diferente para nós brasileiros, mas a grafia está correta, não é maluco, não. Malucos poderíamos ser nós os missionários, mas creio que também não somos tanto assim. Pelo contrário, somos agraciados por Deus com esta sua misericordiosa escolha. Bem, na verdade, Meluco é um Distrito de Cabo Delgado, situado a mais ou menos 220 km da sede da diocese de Pemba. Pemba é capital de Cabo Delgado que é uma Província de Moçambique. Nunca algum Padre ou religioso residiu neste local, até dia 18 de março deste ano. Trata-se de um distrito de mais ou menos 25 mil habitantes espalhados por muitas aldeias. Agora, sob a proteção de Nossa senhora e São José, fomos apresentados ao povo como os novos residentes desta terra. Afinal, o evangelho nos atesta que o Verbo feito carne, nos braços de Maria e José, chegou à África, fugindo de Herodes. Hoje, ainda, com inúmeros rostos, “Herodes” insiste em não deixar de perseguir os inocentes, principalmente, nesta terras. Foi uma celebração emocionante e vibrante, o senhor bispo, dom Luís Fernando, acompanhando de vários missionários e missionárias, de nosso Provincial, padre Edvaldo, e do Superior Geral, Pe. Mário Absalon, apresentou os novos missionários, Pe. Cortez e Pe. Eduardo, e entregou à Congregação dos Missionários do Sagrado Coração a área missionária de Meluco, Quissanga e Ibo. São três distritos bem ao norte do país. São 140 quilometros de terra e buracos entre Meluco e Quissanga. Já para Ibo e outras dezenas de ilhas, algumas horas pelo oceano Índico, através das rústicas embarcações que singram lotadas para águas mais profundas em... ler mais

Eu sou! (Jo 8,51-59)

Eu sou! (Jo 8,51-59) Um dos sentidos do verbo “ser” está ligado à essência da pessoa. Todas as criaturas existem porque foram chamadas à vida pelo Criador. Só Deus, porém, pode dizer “eu sou” de forma radical e absoluta, pois só Deus “existia antes de todos os séculos”. Em seu magnífico prólogo, o evangelista João fala de Jesus Cristo, Verbo de Deus: “No princípio, era o Verbo […] e o Verbo era Deus! […] Tudo começou a existir por meio dele, e sem Ele nada se fez do que foi feito.” (Jo 1,1.3) Nós, diferentemente, “somos” apenas a partir de nossa fecundação. Esta existência terrestre dura um tempo e se acaba, com nossa alma espiritual projetada na eternidade. Até os poetas líricos já perceberam que nosso “ser” passa, dura muito pouco. Assim, a Sagrada Escritura compara nossa existência à flor do campo ou à erva dos telhados, que fenecem e murcham ao fim de um único dia. Só Deus é eterno. Só Deus “é” de modo absoluto. Só Deus existe por si mesmo. Não admira que, ao se apresentar a Moisés, no episódio da sarça ardente (Ex 3), o Senhor Deus assim lhe desse o seu Nome: “EU SOU”. O termo hebraico que traduzimos por Javé é, na verdade, uma sequência de 4 grafemas impronunciáveis (YHWH), derivada de antiga forma do verbo hawah (ser, ser atuante – diz a TEB). Para os hebreus da Primeira Aliança, este era o “nome” de Deus. Ora, no Evangelho de hoje, Jesus Cristo se define exatamente com a mesma expressão: “Antes de Abraão existir, EU SOU!” É por isso que, entendendo sua frase... ler mais

O quinto ano do pontificado de Francisco e o apelo a igreja local

Por: Pe. Reuberson Ferreira, M.S.C* Era uma noite fria e chuvosa de quarta-feira, treze de março de 2013, na cidade eterna, Roma. Na praça vaticana, após a erupção da fumaça branca pela chaminé da capela sistina e o badalar dos sinos da catedral, olhares de uma multidão embevecida convergiam para a sacada da Basílica de São Pedro esperando a aparição do novo bispo de Roma, o papa eleito. Em latim, foi anunciado que o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mário Bergoglio, doravante Francisco, havia sido eleito o novo Pontífice. Contiguo a esse anúncio, irrompeu uma inebriante salva de palmas. O novo Papa manifestara-se ao povo. Agradecera a Deus por sua escolha, rezara pelo seu antecessor e, para finalizar, suplicara ao povo uma prece pelo seu novo ministério. Após ser abençoado, abençoou a multidão e despediu-se com um singelo “buona sera”. Daquela noite de quarta-feira em Roma até hoje, longos cinco anos se passaram. Um quinquênio do Pontificado de Francisco é celebrado nestes dias. O primeiro papa Latino Americano, primeiro Jesuíta pontífice e o primeiro a assumir o nome de Francisco. Ao longo desse tempo, foi possível conhecer um Papa de gestos simbólicos, senso de humor refinado e profundo amor à Igreja e ao Evangelho. São anos de busca de renovação e esperança. Também tempo de duras e fatigáveis batalhas e, não raras, oposições implícitas ou explicitas. Ao longo desse período, Francisco mostrou-se um incansável operário da vinha do Senhor. Entre outros atos, o bispo de Roma pronunciou mais de 976 discursos; fez 39 viagens nacionais e internacionais alcançando mais de vinte e dois países; publicou duas Encíclicas e duas... ler mais

Deus amou o mundo… (Jo 3,14-21)

Deus amou o mundo… (Jo 3,14-21) Muitas vezes a palavra “mundo” é empregada como uma realidade negativa. Fala-se de santos como pessoas que fugiram do “mundo”. E o povo simples murmura: “O mundo está perdido”. Todos estes ignoram o poder salvador gerado no Calvário e a força regeneradora do Sangue ali derramado… Sim, Deus ama o mundo. E trata-se de um amor tão intenso, um amor infinito, diante do qual toda a força do mal se faz inócua, inerme, impotente. Afinal, trata-se da força do Amor. Superando as barreiras do tempo e do espaço, o divino Amor nos envolve para sempre. Eis a reflexão de Lev Gillet, em seu livro “Amour sans limites”: “Que significa ‘amar’, quando é Deus quem ama, Deus, o Amor essencial? Todo amor é movimento de um ser para outro ser, com o desejo de certa união. As orientações desse movimento, suas modalidades, suas variantes são inumeráveis. Elas vão do menos que humano ao mais que humano. Mas existe sempre a tendência para uma união, desejo de união, seja possessivo, seja sacrificial. Meu Amor pelos homens [é Deus quem fala] é um movimento de mim mesmo em direção a eles, não simplesmente para ser conhecido por eles ou para ser, em certa medida, imitado por eles, mas para unir-me a eles, para doar-me a eles. Meu Amor, o Amor em sua essência incorruptível, o Amor sem limites, jamais está inteiramente ausente. Deus jamais está ausente. Às vezes o Amor parece apenas existente, quase imperceptível, recoberto pelo ódio, por todo tipo de perversões, por uma camada de brutalidade instintiva. Mas eu trabalho através dele. O amor... ler mais

Dois homens subiram ao Templo… (Lc 18,9-14)

Dois homens subiram ao Templo… (Lc 18,9-14) O Templo de Jerusalém – o único lugar do planeta aonde os israelitas se dirigiam para adorar o Senhor – ficava no alto do Monte Sião, nas elevações da Judeia. Natural que o Altíssimo habitasse as montanhas. Para encontrá-lo, era preciso subir… Pelo menos, era o que pensava um dos dois que entraram no templo, o fariseu. Membro do grupo dos perushim [os “separados”, que se apartaram da massa ignara para não se misturaram aos impuros!], estrito cumpridor das normas e preceitos do judaísmo, ele se sente realmente especial. No espaço sagrado, ele sente necessidade de subir até Deus: em seu íntimo, eleva-se diante do Senhor, ergue os olhos, alça a voz e desfia uma lista de suas admiráveis qualidades, entre as quais a prática do jejum (duas vezes por semana!) e o dever do dízimo. Ainda teve tempo para confidenciar a Deus que não era “como os outros” – aos quais classifica como ladrões, desonestos e adúlteros. Como o publicano lá no fundo… Lá no fundo, está claro. Lá em baixo. Ao nível do chão. Este publicano – um judeu que cobra impostos ao compatriota judeu e o repassa ao invasor romano! – sabe que está “lá em baixo”. Desprezado, malvisto, mal falado, um marginal no povo de Deus. Por tudo isso, não queria “aparecer”. Baixa a cabeça, baixa os olhos, colado ao piso do Templo. E assim se apresenta ao Senhor: “Sou pecador. Tem compaixão.” Mendigo da misericórdia, recebe a esmola do perdão. Ao confessar sua injustiça, Deus o justifica. Aliás, não há outra forma de ser “justificado”. E Deus,... ler mais

PARÓQUIA SÃO MIGUEL : MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS E COLETA SOLIDÁRIA EM FAVOR DO PE. JOSÉ EDUARDO

Na manhã do dia 04 de março de 2018 a Paróquia São Miguel Arcanjo celebrou missa em ação de graças pela partida missionária para Diocese de Pemba, do Pe. Eduardo,MSC. Ele atuou nas comunidades desta paróquia entre os anos de 2013 e 2014. Sua contribuição é sentida em diversas pastorais. A título de exemplo, ele promoveu a inesquecível caminhada pela paz, com a imagem peregrina de Nossa Senhora do Sagrado Coração; Ajudou, de igual modo, a consolidar o projeto jovens ‘Na Moral – A Escolha é sua’ que visava resgatar jovens de situações limites em suas vidas. Ainda este mês ele irá partir para trabalhar na empobrecida Diocese de Pemba, Moçambique. No dia 10 de março, em Itajubá, será a celebração oficial de envio do Pe. Eduardo e de seu companheiro de Missão, Pe. Benedito Ângelo Cortez. Dia onze eles viajarão para o continente Africano e no dia dezoito, oficialmente, a missão será inaugurada. A missa em de ação de graças realizada na matriz de São Miguel teve como objetivo louvar a Deus pela disposição missionária do jovem sacerdote bem como organizar uma coleta em favor do trabalho na África. A comunidade, profundamente sensibilizada com essa proposta, colaborou com simples e generosas doações em dinheiro que serão integralmente repassadas aos missionários. Durante a Missa, em sua homilia, o padre disse que devemos ter a “certeza de que somos feitos para Deus e de que Ele está em nosso coração e isso nos move à missão”. Completou comentando que quando questionado sobre seu trabalho em um lugar tão longe de muitos dos seus amigos, apenas responde ‘’Aonde eu estiver, estarei... ler mais