Queridos irmãos, a igreja nos convida, de modo especial em outubro, a refletir sobre as missões. Celebramos neste mês Santa Terezinha, padroeira das missões. Celebramos também a festa da Padroeira do Brasil: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Lembramos ainda o Rosário e a Campanha Missionária, realizada em todas as dioceses do Brasil. Portanto, um mês rico em se tratando de reflexão missionária. Este ano de 2018, o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionarias traz um apelo para construção da paz: “Enviados para testemunhar o Evangelho da Paz”. A proposta é de estabelecer vínculos, a partir do Evangelho, para construção da verdadeira Paz. A Igreja está inserida na sociedade e, como tal, deve interagir na formação dos cristãos e pessoas de boa vontade estimulando-os na elaboração de um projeto de paz.

O mês missionário nos lembra ainda que a missão deve levar-nos ao serviço: “Eu vim para servir”, diz Jesus aos discípulos. Portanto, a Igreja, como servidora do Evangelho, deve apresentar aos fiéis uma mensagem de incentivo a paz, principalmente aos irmãos mais afetados por situações que negam este direito a vida humana, a paz! No evangelho de São Marcos, Jesus vai definir a missão como Serviço: “Quem quiser ser o primeiro, seja servo de todos” (Mc 10,44). Neste caso, a condição estabelecida por Jesus para participar da missão do Reino e ser discípulo é a disposição para servir.

Por isto, a palavra “missão” esta intimamente associada ao serviço. O Papa Francisco tem insistido muito num perfil de Igreja missionária, uma Igreja serva, capaz de se deslocar em direção aos mais pobres. Uma Igreja “em saída”, diz o papa. Ou seja, capaz de olhar pra fora de si mesma.

Oxalá esta consciência cresça entre nós, e que este espírito de solidariedade missionária se faça sempre presente na vida de todos nós batizados. O mês das missões é um chamado a todos os batizados para assumir o compromisso de servidores do Reino.

Pe. Edvaldo, MSC.