DIA 15 DE DEZEMBRO – SEGUNDA-FEIRA

III SEMANA DO ADVENTO

Evangelho (Mateus 21,23-27)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade e a vossa salvação nos concedei! (Sl 84,8)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 21 23 dirigiu-se Jesus ao templo. E, enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se e perguntaram-lhe: “Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade?”
24 Respondeu-lhes Jesus: “Eu vos proporei também uma questão. Se responderdes, eu vos direi com que direito o faço.
25 Donde procedia o batismo de João: do céu ou dos homens?” Ora, eles raciocinavam entre si: “Se respondermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não crestes nele?’
26 E se dissermos: ‘Dos homens’, é de temer-se a multidão, porque todo o mundo considera João como profeta”.
27 Responderam a Jesus: “Não sabemos”. “Pois eu tampouco vos digo”, retorquiu Jesus, “com que direito faço estas coisas”.

Palavra da Salvação.

Meditando a Palavra

Não sabemos… (Mt 21,23-27)

Nós somos bem ignorantes. Das coisas fundamentais de nossa vida, só sabemos o que o próprio Senhor nos revelou. Mesmo assim, ainda há espessos véus de mistérios sobre muitas coisas. Como é o céu? Como será o corpo dos ressuscitados na Glória? Quando será a Vinda do Senhor? Não sabemos.

Mas esta é uma “ignorância boa”. Deus sabe que é melhor, para nós, ignorar muita coisa, como o dia de nossa morte. Se o conhecêssemos antecipadamente, seríamos tentados a adiar nossa conversão para a véspera da morte e, quem sabe, já petrificados no pecado, a mudança seria impossível…

Há, porém, uma ignorância culposa. Tal como o pior cego é aquele que não quer ver – diz o refrão popular -, assim também a pior ignorância é a de quem se recusa a acolher a verdade. Como no Evangelho de hoje, quando os adversários de Jesus continuam a pressioná-lo e, inesperadamente, recebem um contragolpe. Jesus pergunta: “O batismo de João era do Céu, ou dos homens?”
Se re

spondem que não, a reação do povo (que tinha João, no mínimo, por um grande profeta) poderia ser perigosa. Se respondem que sim,Jesus diria: “E por que, então, vocês não creram nele?” Amarrados em sua própria má consciência, esses líderes religiosos preferem dizer: “Não sabemos”…

Deus existe? Jesus Cristo é o seu Filho? Sua morte na cruz tinha o objetivo de nos salvar? Jesus Cristo fundou uma Igreja? Confiou a ela a missão de evangelizar e santificar? O Papa é o Pedro de hoje? Jesus está vivo e presente na hóstia consagrada? Sou, por acaso, responsável por meu irmão?

E um imenso coral responde: “Não sabemos!” E mais: “Não queremos saber, pois se viéssemos a conhecer a verdade, seríamos obrigados, por coerência, a mudar de vida. É mais cômodo para nós permanecer na ignorância”.

Deus nos fala por meio de sua Criação. Falou-nos através de seu Filho, Jesus Cristo. Fala pela Igreja e seu magistério. Em cada sermão dominical, em cada conselho paterno, em cada correção dos professores, é Deus quem nos fala. Estamos aprendendo? Queremos conhecer a Verdade?

Há sempre um risco: chegar ao dia do Juízo e ouvir, em troca, da boca do Juiz: “Eu também não vos conheço…”

Orai sem cessar: “Senhor, que eu me conheça; que eu te conheça.” (Sto. Agostinho)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.