• Quem ama e se sente amado, não consegue guardar só para si este amor.
  • Amado seja por toda parte o Sacratíssimo Coração de Jesus.
  • Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.
  • E nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor. Deus é amor.
  • O espírito da nossa Congregação é um espírito de amor e de bondade, de humildade e simplicidade.
  • Nós estamos envolvidos em uma variedade de ministérios sendo esta a nossa maneira de responder aos 'sinais dos tempos’.
logotipo


Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

18 de fevereiro de 2013 / Publicado em Palavra

DIA 19 DE FEVEREIRO – TERÇA-FEIRA

Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor! 

Evangelho (Mateus 6,7-15)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos 6 7 “Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras.
8 Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais.
9 Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome;
10 venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12 perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;
13 e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará.
15 Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”.

Palavra da Salvação. 

Meditando a Palavra

Pai nosso… (Mt 6,7-15)

O cristão não reza assim: “Pai meu…” Ao ser batizado, ele foi mergulhado no seio da família trinitária. Por esse mesmo pórtico, ele entrou na Igreja e passou a fazer parte de uma família. Por isso, desde então, ele reza assim: “Pai nosso…”

Em seus “Cadernos”, Charles de Foucauld anotou em oração: “Já que sois meu Pai, ó meu Deus, quanto eu devo sempre esperar em Vós! Mas também, já que sois tão bom para mim, quanto eu devo ser bom para os outros! Já que Vós quereis ser meu Pai e Pai de todos os homens, como eu devo ter para todo homem – seja quem for, por pior que ele seja – os sentimentos de um terno irmão! [...] Nosso Pai, Pai nosso, ensinai-me a ter este nome sem cessar em meus lábios, com Jesus, nele e por ele, pois poder dizê-lo é minha maior felicidade…”

Mas não podemos estacionar no porto do lirismo. Reconhecer que Deus é Pai NOSSO traz exigências de comunhão. Se o Pai é NOSSO, então serão igualmente “nossos”: o PÃO, as OFENSAS, o BEM. Pão para a partilha. Ofensas para o perdão. E o Bem que chamamos de bem-comum. E nós, os cristãos, devemos lutar para tornar real essa comunhão que foi iniciada por nosso Batismo.

É nesta moldura que podemos entender o quadro da Igreja de Pentecostes: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía: mas tudo entre eles era comum.” (At 4,32-33.)

Na prática, se não temos um Pai comum, não somos irmãos. A experiência da fraternidade deriva diretamente da experiência da filiação. Enquanto não re-conheço meu Pai, não re-conhecerei meus irmãos… A história de José do Egito é proverbial nesse sentido. Quando o Pai nos adotou a todos… Quando o Filho morreu por todos… Quando o Espírito de Pentecostes faz falar “todas as nações que há debaixo do céu”… é porque se faz possível uma nova relação entre todos os homens, acima e além de qualquer barreira racial, política ou ideológica!

Não há nada mais comprometedor que rezar o Pai-Nosso. Para entrar em seu sacrário interior, esta oração exige que deixemos lá fora o sentimento de superioridade, os rancores e os projetos de vingança. Exige que abramos braços e coração. Do contrário, poderemos ouvir a pergunta feita a Caim: “Onde está o teu irmão?”

Orai sem cessar: “Oh! Como é bom e agradável irmãos unidos viverem juntos!” (Sl 133,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.