Gaspar Garcia

Quem Somos?

O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos é uma organização ecumênica, não governamental (ONG), sem fins lucrativos ou econômicos. Desde 1988 atua junto a pessoas de baixa renda que possuem seus direitos violados, conferindo a esta população o papel de protagonista social.

É estruturado por um corpo de sócios, coordenação e uma secretaria executiva. Os sócios, oriundos de organizações sociais e universidades, são profissionais e atores políticos que acreditam e contribuem para o cumprimento da missão da instituição. A Coordenação, eleita a partir dos associados, representa legalmente a organização e acompanha o cotidiano das atividades. Para se obter unicidade, transversalidade, articulações em redes e intervenções em políticas públicas, a Secretaria Executiva coordena Ações Estratégicas de forma participativa entre equipes e parceiros.

Missão

Contribuir para a integração e inclusão sociais de moradores de cortiços, favelas e habitações precárias, pessoas em situação de rua e catadores de materiais recicláveis, visando a melhorar suas condições de vida por meio de processo de educação popular, defesa dos direitos e intervenção em processos de construção de políticas públicas, prioritariamente na Região Central de São Paulo, de modo a contribuir com a construção de uma sociedade justa e solidária.

Princípios

A entidade, desde sua fundação, tem como princípios básicos a ética, a indignação frente às injustiças, a solidariedade, a relação direta com pessoas violadas em seus direitos e o fortalecimento da organização popular para a conquista da autonomia. Para enfrentar as graves situações de violações dos direitos, o baixo compromisso do Estado com as questões sociais e as estruturas geradoras das injustiças, o Gaspar Garcia tem atuado no fortalecimento das organizações populares e intervindo por políticas públicas de inclusão social.

A diretriz utilizada pelo Centro Gaspar Garcia neste processo é baseada na educação popular, com inspiração no pensamento de Paulo Freire, que reconhece a dimensão política e estrutural da pobreza, as capacidades de cada ser humano, a essencialidade da construção da luta coletiva e o protagonismo daqueles que possuem seus direitos violados.

Objetivos

  • Denunciar as violações que desrespeitam a dignidade humana;
  • Prestar serviços na área de assistência e desenvolvimento social gratuitamente;
  • Realizar atividades de capacitação;
  • Realizar atividades focando as relações de gênero;
  • Favorecer a formação e a organização de grupos populares;
  • Assessorar e fomentar a criação de alternativas de geração de trabalho e renda;
  • Assessorar os movimentos populares;
  • Atuar articulado com movimentos populares e de direitos humanos;
  • Defender em juízo os direitos sociais do público alvo gratuitamente;
  • Contribuir para intervenção em políticas públicas;
  • Desenvolver metodologias de educação popular;
  • Manter Departamento Jurídico, para prestação de assistência judiciária gratuita.

História 

O Centro Gaspar Garcia nasceu da iniciativa de agentes das Pastorais Sociais da Região da Sé e militantes populares que atuavam com a população em situação de rua, com os catadores de materiais recicláveis e com os moradores de cortiços nas áreas centrais de São Paulo. Em 1984, estas pessoas iniciaram a articulação para construir uma organização empenhada nas lutas pelos direitos humanos, com o objetivo de estruturar e fortalecer os vários trabalhos pontuais já existentes, com base na educação popular e na defesa dos direitos. Essa iniciativa culminou na fundação, em 1988, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, cujo nome foi escolhido em homenagem ao padre espanhol Gaspar Garcia Laviana.

A pobreza não era reconhecida em sua dimensão sócio-política pelos órgãos públicos e sua discussão focalizava a periferia da cidade, onde a militância popular era mais forte. Os problemas sociais que se destacavam no centro da cidade de São Paulo, conseqüentes da estagnação econômica do país e os altos índices de desemprego, eram milhares de pessoas vivendo nas ruas, os catadores explorados pelos donos de depósitos, as péssimas condições de moradia e as explorações de intermediários nos cortiços.

Os desafios pautavam-se na falta de políticas públicas capazes de oferecer condições dignas de moradia no centro e na falta de mobilização da população. Mesmo em moradias precárias, a opção da população de baixa renda era permanecer na região central, com infraestrutura social consolidada, ao invés de submeter-se aos custos de transporte e às longas distâncias das periferias.

Nos últimos vinte anos, ocorreram avanços em relação às organizações desta população como, por exemplo, os movimentos de moradia, as cooperativas de catadores. Houve ainda avanços nas experiências de políticas públicas municipais, apesar de não serem suficientes para solucionar os problemas. Mas, por outro lado, cresceram os posicionamentos dos setores conservadores e contrários à presença da população de baixa renda no centro para os trabalhos informais e moradias adequadas.

Atualmente o Centro Gaspar Garcia, diante dos avanços ocorridos e da atual conjuntura, tem priorizado atuações que visam o fortalecimento dos movimentos de moradia e das organizações dos catadores; a formação de novas lideranças comunitárias; as defesas jurídicas; a advocacia preventiva; a rede de cortiços pela cidadania; as atividades com a população em situação de rua para geração de renda. Mais recentemente, iniciou-se ações de apoio a pessoas de baixa renda da economia informal, submetidas ao trabalho precário, e a grupos de etnias indígenas da região metropolitana da cidade de São Paulo, que possuem cultura e direitos violados na relação com a cidade.

http://www.gaspargarcia.org.br