DIA 2 DE OUTUBRO – DOMINGO
XXVII Domingo do Tempo Comum - Eu vos escolhi foi do meio do mundo, a fim de que deis um fruto que dure
Evangelho (Mateus 21,33-43)
Naquele tempo, Jesus disse aos sumo sacerdotes e aos anciãos do povo: 21 33 “Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país.
34 Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha.
35 Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro.
36 Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo.
37 Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: ´Hão de respeitar meu filho´.
38 Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: ´Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança!´
39 Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram.
40 Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?”
41 Responderam-lhe: “Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo”.
42 Jesus acrescentou: “Nunca lestes nas Escrituras: ´A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos?´
43 Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”.
Palavra da Salvação.
Meditando a Palavra
Tomemos posse de sua herança!
Na hora de receber os frutos da vindima, o Senhor da vinha enviou seus servos: foram espancados e apedrejados. Em atitude extrema, envia seu próprio Filho. Num misto de cupidez e de ódio, os vinhateiros decidem matá-lo: “Tomemos posse de sua herança!”
Mais uma vez, os homens são arrastados pela ilusão de tomar posse dos bens de Deus como raptores, de forma autônoma, “como se fossem deuses” (cf. Gn 3, 5). Para atingir seu objetivo, não hesitam sequer diante do crime. Tanto os profetas quanto o Messias têm o seu sangue derramado.
Ora, o Filho do Pai nos foi enviado exatamente para que fôssemos seus coerdeiros! Num ímpeto de filantropia, Deus queria que partilhássemos em tudo da vida divina, mergulhados nos tesouros de seu amor. Não precisávamos usurpar aquilo que desde o princípio era puro dom.
Assim comenta o teólogo Helmut Gollwitzer: “Ao rejeitar o Cristo, o homem busca destronar a Deus para tornar-se seu próprio patrão. O envio do Filho e seu destino manifestam a profunda intimidade entre o homem e Deus. Deus deve morrer a fim de que o homem possa viver segundo seus próprios desejos. Assim, o homem deve matar Deus. Cada passo na desobediência revela sua intenção de suprimir Deus para atingir aquilo que acredita ser a verdadeira vida, usurpando a herança de Deus, cujo lugar procura tomar”.
Que fará o Dono da vinha? – pergunta Jesus. Seus interlocutores julgam que a questão se resolve por uma áspera vingança [um triste fim...] da parte do Poderoso.
Naturalmente, seus ouvintes – os sumos sacerdotes e anciãos do povo (cf. Mt 21, 23) – nem de longe imaginam que a misericórdia de Deus possa ser infatigável… Nem imaginam que o Filho nos foi entregue para dar sua vida e nos resgatar da morte… Em lugar de um “tarde demais”, observa Gollwitzer, a paciência divina nos oferecerá um “ainda”…
Quem conhece as vinhas sabe muito bem que a uva precisa ser pisada, ou não teremos o vinho da alegria. É por isso que Cristo se deixa pisar, esmagado no Horto, transpassado no Calvário, para que sejamos saciados por seu sangue.
Se a vinha foi confiada a “outros” – o novo Israel da Igreja -, a História ainda reserva espaço para que seja salvo todo o Israel. Deus não rejeitará seu povo…
Orai sem cessar: “Israel é meu filho, meu primogênito!” (Ex 4, 22)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
Sugestões/ roteiro
Em toda celebração, poderá ser entoado um refrão meditativo minutos antes do início da celebração, que terá por objetivo silenciar a assembleia e entrar no clima de oração. Neste mesmo instante, poderá entrar uma pessoa como uma vela acesa (de preferência com uma veste branca) e acender as velas do presbitério (altar e ambão).
O contexto celebrativo deste final de semana pede uma procissão que valorize o simbolismo dos frutos da vinha. Por isso, a comunidade poderá levar ao presbitério o arranjo simbólico proposto para essa celebração ou, sua equipe de celebração poderá propor um novo arranjo, feito somente com uvas, para acompanhar a procissão das oferendas.
Nas comunidades que se servem do datashow, a ambientação poderá ser feita com o auxílio de imagens referentes ao trabalho da vinha ou da agricultura.
ACOLHIDA: Neste final de semana somos convidados a celebrar a páscoa de Jesus. Ela se realiza nas comunidades e grupos dispostos a colaborar para que o reino de Deus produza frutos para o bem de todo o povo. Nós e nossas comunidades somos a vinha amada do Senhor. Recebemos de Deus a missão de cultivar a vinha de Cristo e ser um povo que saiba produzir frutos. É com esse intuído que iniciamos o mês de outubro, mês das missões e do rosário. Que Maria, a primeira missionária de Jesus, nos auxilie na missão de cuidar da vinha do Senhor e de sermos promotores da paz. A humanidade esta carente de amor e de paz.