13/05/2015

Ele vos conduzirá à Verdade plena… (Jo 16,12-15)

É do Espírito Santo que Jesus está falando: o “Espírito da Verdade”. Logo, o Espírito do próprio Jesus, que se apresenta assim: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. (Jo 14,6.)

Lembram-se de Pilatos? Ele fez a Jesus uma pergunta que seria de vital importância para sua história pessoal, mas não esperou pela resposta:

“Quid est veritas?” “O que é a verdade?” (Jo 18,38.) Tal como Pilatos – o que lavou as mãos no sangue de Cristo – muita gente deste século não crê mais em uma Verdade absoluta. Relativizam tudo: “Cada um tem a sua verdade. Você tem a sua. Eu tenho a minha”.

A Igreja, porém, insiste na responsabilidade objetiva do indivíduo sobre o aspecto moral de suas escolhas: não há gesto neutro, nossas escolhas podem ser boas ou más. E mais: deve haver coerência entre a fé que professamos e a vida que vivemos. Na Encíclica “O Esplendor da

Verdade”, o Papa João Paulo II anotava: “Os primeiros cristãos, provindos quer do povo judaico quer dos gentios, diferenciavam-se dos pagãos não somente pela sua fé e pela liturgia, mas também pelo testemunho da própria conduta moral, inspirada na Nova Lei. De fato, a Igreja é, ao mesmo tempo, comunhão de fé e de vida; a sua norma é a ‘a fé que atua pela caridade’ (Gl 5,6).” [Veritatis Splendor, 26.]

Iluminada pelo Espírito Santo, a Igreja permanece fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo e, por isso mesmo, ousa bater de frente contra as modas e a filosofia de um mundo neopagão, que faz do homem matéria-prima e mercadoria de consumo, a ponto de adotar como ideal uma cultura de morte, onde o aborto legal, a eutanásia e a contracepção são financiados pelo próprio Estado.

Aqueles que pregam a necessidade de a Igreja “se modernizar”, ignoram que ela é portadora de uma verdade revelada por Deus acerca do homem e acerca do próprio Deus. E exatamente por saber que o Deus Criador é Pai e nós somos seus filhos (não meros macacos evoluídos!), a Igreja continuará lutando a favor da vida, da liberdade e da dignidade do homem.

Tenho procurado “viver no Espírito”? Invoco o Espírito Santo no início de cada dia, ao começar cada tarefa? Conto com a luz divina para educar os filhos, aconselhar os alunos, fazer minhas escolhas pessoais e familiares?

Orai sem cessar: “Enviai o vosso Espírito e renovareis a face da terra!”
(Sl 104,30)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.