Celebramos neste dia 02 de novembro a memória dos fieis defuntos. A Igreja convida os fieis, através desta solenidade, a renovar a esperança na ressurreição dos mortos. Neste sentido, não celebramos a morte; reconhecemos a sua existência como fim da nossa experiência terrena, mas não como fim último. Para os que crêem na eternidade, a morte é a porta de entrada para a vida eterna. Santa Terezinha, numa profunda demonstração de fé na ressurreição, diz o seguinte: “não morro, entro para a vida”. Portanto, na perspectiva cristã, morrer não é fim, mas sim começo.

Santo Agostinho diz que: “contemplar o rosto de Deus é sinal de estar na pátria definitiva.” Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer, teria dito aos filhos que a acompanhavam: “ponde meu corpo em qualquer lugar e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que no altar de Deus vos lembreis de mim, onde quer que estiverdes”. Estes são testemunhos daqueles que já passaram por esta vida e que alimentaram sua esperança na certeza deste encontro definitivo com o Senhor!

A liturgia desta celebração apresenta uma verdadeira catequese a respeito da esperança na ressurreição. São Paulo, na carta aos tessalonicenses, faz uma exortação que fundamenta esta esperança na ressurreição dos mortos. Diz o apostolo: “Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os que não têm ESPERANÇA. Se Cisto ressuscitou, e esta é a nossa fé, de modo semelhante Deus trará de volta, com o Cristo, os que através dele entraram no sono da morte”. (1 Ts 4, 13-14)

Por fim, meus irmãos, a morte tem um valor educativo. Ela nos ensina que nós somos passageiros e que não devemos viver apegados as coisas deste mundo, que devemos viver a fraternidade entre nós. A morte nivela todas as classes sociais, todos nós: ricos, pobres, brancos, negros… Temos o mesmo fim. Deixa um lembrete: nós apresentamos para Deus aquilo que vivemos aqui e Deus tem um desejo, diz Jesus: “que não se perca nenhum daqueles que ele me confiou, mas que ressuscite no último dia”! (Jo 6, 39)

Pe. Edvaldo Rosa de Mendonça MSC