Papa: a fé se transmite com amor e testemunho

Na capela da Casa Santa Marta, o Pontífice celebrou a Missa e falou das atitudes que devem caracterizar a transmissão da fé. “Transmitir a fé” não quer dizer “fazer proselitismo”, “buscar pessoas que torçam por um time de futebol” o um “centro cultural”, mas testemunhar com amor. Foi o que disse o Papa na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta. Partindo de um trecho da Carta de São Paulo aos Coríntios, o Pontífice afirmou que ser cristão não é aprender mecanicamente um livreto ou algumas noções, mas significa ser “fecundo na transmissão da fé”, assim como a Igreja, que é “mãe” e dá à luz “filhos na fé”. “Transmitir a fé não é dar informações, mas fundar um coração, fundar um coração na fé em Jesus Cristo. Não se pode transmitir a fé mecanicamente: ‘Mas pegue este livreto, estude e depois o batizo’. Não. O caminho para transmitir a fé é outro: transmitir aquilo que nós recebemos. E este é o desafio de um cristão: ser fecundo na transmissão da fé. E também é o desafio da Igreja: ser mãe fecunda, dar à luz filhos na fé”. Transmitir a fé com carinho O Pontífice insistiu na transmissão da fé que atravessa gerações, da avó à mãe, numa atmosfera que perfuma de amor. O próprio credo è feito não só de palavras, mas de “carícias”, com a “ternura”, até mesmo “em dialeto”. O Papa citou as babás, que são quase uma segunda mãe. São sempre mais comuns os casos em que são elas a transmitir a fé com atenção, ajudando a crescer. A Igreja cresce por atração Portanto,...

Discernimento espiritual: intenção de oração do Papa para março

Discernimento: esta é a palavra chave da intenção de oração proposta pelo Papa Francisco neste mês e março. “Rezar juntos para que toda a Igreja reconheça a urgência da formação ao discernimento espiritual no plano pessoal e comunitário”, é o pedido do Papa ao Apostolado da Oração. No vídeo em que convida a orar, Francisco afirma que a época em que vivemos nos pede para desenvolver uma profunda capacidade de discernimento. “Discernir, entre todas as vozes, qual seja a do Senhor, qual seja a Sua voz que nos leva à Ressurreição, à Vida, e a voz que nos liberta de cair na “cultura da morte”. Precisamos “ler de dentro” aquilo que o Senhor nos pede, afirma ainda o Papa, para viver no amor e ser continuadores desta sua missão de amor. Confira o vídeo.  ...

Papa: ouvido, coração e mãos: o itinerário da Palavra de Deus

  “Como poderíamos enfrentar a nossa peregrinação terrena, com as suas dificuldades e as suas provas, sem ser regularmente nutridos e iluminados pela Palavra de Deus que ressoa na liturgia?” Ao dar continuidade a sua série de catequeses sobre a Santa Missa, o Papa Francisco falou na Audiência Geral desta quarta-feira, a 4ª de 2018 e a 213ª de seu Pontificado, sobre a Liturgia da Palavra, “que é uma parte constitutiva porque nos reunimos justamente para escutar o que Deus fez e pretende ainda fazer em nós”. “É uma experiência que acontece “ao vivo” e não por ouvir dizer – explicou o Santo Padre aos fiéis presentes na Praça São Pedro – porque quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é Deus mesmo que fala ao seu povo e Cristo, presente na sua palavra, anuncia o Evangelho”. O Papa alertou então, que muitas vezes enquanto se lê a Palavra de Deus, se fazem comentários sobre como o outro se veste ou se comporta. Ao invés disto, “devemos escutar, abrir o coração porque é o próprio Deus que nos fala e não pensar em outras coisas ou em falar de outras coisas. Entenderam? Não acredito que aconteça muito, mas explicarei o que acontece nesta Liturgia da Palavra”: “As páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para tornarem-se palavra viva, pronunciada por Deus. É Deus que por meio do que se lê nos fala e interpela a nós que escutamos com fé (…). Mas para escutar a Palavra de Deus, é preciso ter também o coração abertopara receber a palavra no coração. Deus fala e nós nos colocamos em escuta, para depois colocar...

Angelus: procurar, encontrar e seguir Jesus

Ao meio-dia, o Papa rezou com os fiéis na Praça S. Pedro o Angelus e pediu orações por sua iminente viagem ao Chile e ao Peru. Francisco anunciou também que a partir de agora o Dia Mundial do Migrante será celebrado no segundo domingo de setembro. Cidade do Vaticano – Superar uma religiosidade costumeira e reavivar o encontro com Jesus: esta foi a reflexão que o Papa fez aos fiéis reunidos na Praça S. Pedro para rezar com ele a oração do Angelus. Na sua alocução, Francisco comentou o Evangelho do dia, que propõe a manifestação do Senhor, assim como na festa da Epifania e do Batismo de Jesus. Desta vez, é João Batista que indica Jesus aos seus discípulos como o “Cordeiro de Deus”, convidando-os que O sigam. João Batista é uma testemunha fundamental, pois por primeiro percorreu o caminho e encontrou o Senhor. E justamente por isso pode orientar o caminho aos demais: “Vinde ver”. Neste caminho, indicou o Papa, não é suficiente construir uma imagem de Deus baseada no “ouvir falar”; é preciso ir à procura do Mestre e ir onde Ele está, como fazem os dois discípulos. A vida de fé, explicou o Papa, consiste no desejo ardente de estar com o Senhor e, portanto, numa busca contínua do lugar onde Ele habita. “Portanto, somos chamados a superar uma religiosidade costumeira e certa, reavivando o encontro com Jesus na oração, na meditação da Palavra de Deus e na frequência aos Sacramentos, para estar com Ele.”   Mudança no Dia Mundial do Migrante Ao final da oração mariana, ao saudar os grupos de peregrinos presentes na...

Papa no Angelus: atenção e vigilância pressupostos de fidelidade ao Senhor

Antes da oração mariana do Angelus e dirigindo-se aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos da Praça de S. Pedro, o Papa Francisco, na sua reflexão, falou do caminho do Advento que hoje iniciamos e que culminará no Natal. O advento, disse o Papa, é o tempo que nos é dado para acolhermos o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar para frente e preparar-nos para o regresso de Cristo: “Ele retornará a nós na festa do Natal, quando faremos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós toda as vezes que estamos dispostos a recebê-lo, e virá no fim dos tempos para “julgar os vivos e os mortos”. Por isso, devemos estar sempre vigilantes e aguardar o Senhor com a esperança de encontrá-lo, prosseguiu o Papa, observando que no Evangelho Jesus nos exorta a acautelar-nos e vigiar porque não sabemos quando será o momento, e que devemos vigiar e fazer que, vindo ele inesperadamente, não nos encontre a dormir. Quem é, então, a pessoa que se acautela? É aquela – ressaltou Francisco – que, no barulho do mundo, não se deixa dominar pela distracção ou superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação dirigida antes de tudo aos outros. Com esta atitude, nos apercebemos das lágrimas e das necessidades do próximo e também podemos compreender as suas capacidades e qualidades humanas e espirituais. Igualmente, a pessoa atenta dirige-se ao mundo, procurando combater a indiferença e a crueldade que nele estão presentes, e alegrando-se com os tesouros de beleza que também...

A fé que professamos leva-nos a ser homens de esperança

Na sexta-feira, 3 de Novembro, às 11.30, o Papa Francisco presidiu à Missa, na Capela Papal, Basílica de São Pedro, em sufrágio dos Cardeais e Bispos falecidos ao longo deste ano. Na sua homilia, Francisco disse que “a celebração de hoje nos coloca mais uma vez diante dos olhos a realidade da morte, reavivando em nós, também o pesar pela separação das pessoas que viveram connosco e nos ajudaram”. Mas – continuou – a liturgia alimenta em nós “a forte esperança na ressurreição dos justos”, dos que tiverem, na vida terrena, optado pelo caminho da vida, isto é com Deus; enquanto que tiver optado pelo caminho da morte, isto é, longe d’Ele, acordarão para a ignomínia eterna. Jesus fortalece a nossa esperança na vida eterna ao dizer “Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente. São palavras – disse Francisco – que evocam o sacrifício de Cristo na Cruz, para salvar os homens da escravidão do pecado. Deste modo Ele despedaçou o jugo da morte e abriu-nos as portas da vida. Quando nos alimentamos do seu corpo e sangue, unimo-nos ao seu amor fiel que encerra a esperança da vitoria definitiva do bem sobre o mal, o sofrimento e a morte. Em virtude deste vínculo – continuou o Papa – a comunhão com os defuntos não fica apenas ao nível de um desejo, duma imaginação, mas torna-se real. “A fé que professamos na ressurreição leva-nos a ser homens de esperança e não de desespero, homens da vida e não da morte, porque nos consola a promessa da vida eterna, radicada...