Lançamento do Livro

No último dia 21 de agosto, o Missionário do Sagrado Coração, Padre Abimael Nascimento, lançou o livro – “Falar de Deus a partir do homem: Uma teologia para a modernidade”. O lançamento ocorreu no auditório da Universidade Estadual do Piauí, na cidade de Floriano. A obra desenvolve o título descrito seguindo o pensamento teológico de Karl Rahner. Padre Abimael é especialista em psicopedagogia e em filosofia, Mestre em teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Mestre em Filosofia, com concentração em ética e política, pela Universidade Feral do Ceará. Nossas congratulações ao confrade e orações por um fecundo ministério no exercício dos dons que Deus lhe deu....

Como um grão de mostarda… (Mt 13,31-35)

Como um grão de mostarda… (Mt 13,31-35) Duvido que, algum dia, Herodes tenha-se ocupado com um mísero grão de mostarda! Duvido que o governador Pôncio Pilatos tenha dedicado alguns minutos a contemplar os lírios do campo que se espalhavam pelo semiárido… Os poderosos deste mundo não perdem seu tempo com essas ninharias… Mas o olhar de Jesus percebe o valor das coisas pequenas, ele pressente o seu mistério, lê seu sentido profundo. Mesmo que sejam pardais nos arvoredos, mulheres do povo amassando pão, pescadores lançando a tarrafa! É das coisas mais simples e triviais que o Mestre extrai o ensinamento de sua doutrina. Foi assim com a aproximação que Jesus fez entre um grão de mostarda e o Reino dos céus. Eis o comentário de Lev Gillet: “Nós atenuamos esta parábola, nós a enfraquecemos, nós a esvaziamos de seu ‘maximalismo’ quando pensamos no grão de mostarda simplesmente como uma pequena planta capaz de considerável crescimento. E a reduzimos a uma banalidade, uma platitude, se a mensagem que dela extraímos é alguma coisa como: ‘aquilo que é grande, primeiro foi pequeno’”. – “Mestre – prossegue o comentarista -, tu não disseste que a mostarda é uma plantinha que se torna grande. Tu disseste que ela se torna maior que as hortaliças, que ela se torna uma árvore. ‘Uma árvore’, isto é, uma estrutura que, na concepção e na linguagem comuns (senão na estrita verdade botânica) é completamente diferente de uma planta. E não somente ‘uma árvore’, mas uma árvore tal, que ‘os pássaros do céu vêm habitar em seus ramos’ (Mt 13,32).” “Tu empregaste um superlativo. E aí está, Senhor,...

Ovelhas sem pastor… (Mc 6,30-34)

Ovelhas sem pastor… (Mc 6,30-34) Este Evangelho realça mais uma vez o sentimento de Jesus diante das multidões que acorriam à sua procura, o mesmo sentimento ainda mais destacado no Evangelho de São Lucas: a compaixão. Um movimento da alma geralmente designado pelo verbo grego [splagchnizomai] que conota uma reação visceral, hoje diríamos “psicossomática”. O Antigo Testamento já fazia referência ao abandono do povo por seus dirigentes, tanto políticos quanto espirituais, como na passagem de Jeremias 10,21, que denuncia “pastores que deixaram de procurar o Senhor e por isso são incapazes de governar”, com a consequente dispersão do rebanho. O profeta Isaías 40,11 traz a promessa do Messias que vem “qual pastor que cuida com carinho do rebanho, nos braços apanha os cordeirinhos, para levá-los ao colo”. É exatamente assim que a Jesus aparece, no Evangelho – diz Hans Urs von Balthasar – a multidão que se reúne à sua volta. “Nele, as pessoas sentem instintivamente o bom pastor enviado por Deus, que não quer exercer seu poder sobre elas, mas as reúne e cuida delas por si mesmas. Os poderosos já as dominaram o suficiente, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, para os quais o povo era somente certa massa ignorante “nascida inteiramente no pecado” (cf. Jo 9,34).” Este Evangelho mostra-nos Jesus dividido entre a necessidade de repouso e as exigências da multidão, que não lhe permite sequer o tempo para as refeições (cf. Mc 6,31b). “Ele acabará por oferecer a si mesmo em alimento para esses famintos. Ele não está ali para descansar, mas para deixar-se usar até o fim. ‘Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas’....

Nota de Falecimento

“combati o bom combate, completei a corrida e guardei a fé”. Com muito pesar, comunicamos o falecimento do Senhor Manoel Ferreira dos Santos, pai do Monsenhor Manoel, vítima de um acidente próximo à Sorocaba, interior de São Paulo. Ao nosso confrade, padre Manoel e seus familiares, os nossos sentimentos e oração. Na certeza da ressurreição, peço que todos rezem por este nosso irmão. Pe. Edvaldo Rosa de Mendonça,...

Padre Humberto Capobianco MSC 60 anos de Sacerdócio

Padre Humberto comemora hoje (22/06/18) seu Jubileu de Diamante sacerdotal e também seu aniversário natalício. Duas comemorações em um só dia, desde aquele 22 de junho de 1958. Os Missionários do Sagrado Coração do Brasil em geral e da Província de São Paulo em particular se rejubilam, com toda razão. Sou daqueles que defendem as homenagens principalmente enquanto o homenageado pode recebê-las. Por isso aproveito a ocasião para render Graças a Deus por esse sacerdote que tanto nos dignifica como família religiosa. A sua longevidade profícua e seu serviço à Igreja e à Congregação são sinais de que sua vocação é um exemplo de assimilação da vontade de Deus em sua vida, sobretudo pela sua entrega a uma constante e fiel vida de oração. Pe. Humberto é um confrade reconhecido por todos como emblemático. Desde o início de seu presbiterato até os dias de hoje, coloca seus dons a serviço das missões a ele confiadas. Formador de inúmeras gerações de MSC, seja na filosofia, seja como mestre de noviços, deixou sua marca em seus formandos, muitos deles hoje seus confrades, alegram-se com o seu Jubileu. Dedicado a vida provincial, sua presença a frente de nossos colégios atrai sobre ele inúmeros reconhecimentos. Homem de alta cultura, teólogo refinado com mestrado em Mariologia. Escritor e articulista objetivo e pontual, sempre deixou-se envolver com a vida de nossa província, liderando-a inclusive, nos anos em que foi Provincial. Como bom mineiro é discreto, de humor sempre oportuno, e sobretudo um homem de vida simples e hábitos frugais. Um MSC com os predicados que são necessários a um filho de Julio Chevalier. Um homem...