Papa Francisco nomeia bispo um MSC do Peru

Papa Francisco nomeou como bispo auxiliar da arquidiocese de Trujillo, no Peru, o padre Missionário do Sagrado Coração Timoteo Solórzano Rojas. Atualmente padre Timoteo é pároco de São Tiago Apóstolo, na prelazia territorial de Caravelí. A notícia foi publicada hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, que também apresentou alguns dados biográficos: padre Solórzano Rojas nasceu em 24 de janeiro de 1969 em Chucos, diocese de Huari. Terminou seus estudos do primário e do secundário em Huantar, e ingressou na congregação dos Missionários do Sagrado Coração, onde cursou filosofia e teologia em Lima (1988-1996). Seguiu cursos de especialização para a formação religiosa, na Guatemala. Fez o noviciado na República Dominicana. Professou os primeiros votos em 15 de agosto 1990 e, perpetuamente em 15 agosto de 1998. Foi ordenado presbítero em 9 de janeiro de 2001. Realizou os seguintes trabalhos: vigário paroquial na Arquidiocese de Trujillo (2001-2002); pároco na Arquidiocese de Ayacucho (2003-2004); pároco na Arquidiocese de Lima (2005-2007); pároco da paroquia de São Paulo e Vigário forênio na Arquidiocese de Trujillo (2007-2010). De 2011 a 2018 atuou como Formador no seminário da Província dos Missionários do Sagrado Coração, no Peru e colaborador paroquial na igreja de São Felipe, em Lima. Atualmente é pároco da paróquia de São Tiago Apóstolo e promotor do Colégio Paroquial em Acari, na prelazia territorial de Caravelí. Fonte: https://agensir.it/quotidiano/ 2018/11/6/papa-francesco- nomina-padre-timoteo- solorzano-rojas-ausiliare- dellarcidiocesi-di-trujillo-...

“Ao Papa com carinho”, por Dom Antônio Carlos Cruz Santos

Meus primeiros contatos com Francisco Como fui tomando consciência da existência do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, que se tornaria em 2013 o papa Francisco? A primeira vez que ouvi falar do seu nome foi em abril de 2005. Naquela época eu era mestre de noviços em Pirassununga, interior de S. Paulo, e fazia acompanhamento espiritual em Itaici com o jesuíta Pe. Quevedinho. No final do nosso acompanhamento espiritual começamos a conversar sobre o conclave que se preparava para eleger o sucessor do papa João Paulo II, que havia falecido no dia 2 de abril. Depois de um longo pontificado (1978 a 2005) lhe perguntava quem poderia ser o sucessor daquele papa que teve o terceiro mais longo pontificado da história. Pe. Quevedinho me dizia que entre os nomes se falava de um confrade amigo seu que era cardeal em Buenos Aires, mas ao mesmo tempo declarava que ele não aguentaria a estrutura de Vaticano, pois seu amigo era um pastor. Nem guardei o nome do cardeal, mas voltei para casa com a sensação de desconforto por reconhecer que uma estrutura que foi criada para ajudar poderia matar um pastor. No dia 19 daquele mesmo mês era eleito o papa Bento XVI. Volto novamente a ouvir falar do cardeal Bergoglio em 2007, quando foi eleito presidente da Comissão de Redação da Conferência de Aparecida. Também ocupou lugar de destaque no Sínodo de 2012, que teve como tema: A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Por fim, no dia 13/03/2013 foi eleito papa, assumindo o nome de Francisco, diante da provocação do cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes: “não se...

Lançamento do Livro

No último dia 21 de agosto, o Missionário do Sagrado Coração, Padre Abimael Nascimento, lançou o livro – “Falar de Deus a partir do homem: Uma teologia para a modernidade”. O lançamento ocorreu no auditório da Universidade Estadual do Piauí, na cidade de Floriano. A obra desenvolve o título descrito seguindo o pensamento teológico de Karl Rahner. Padre Abimael é especialista em psicopedagogia e em filosofia, Mestre em teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Mestre em Filosofia, com concentração em ética e política, pela Universidade Feral do Ceará. Nossas congratulações ao confrade e orações por um fecundo ministério no exercício dos dons que Deus lhe deu....

Como um grão de mostarda… (Mt 13,31-35)

Como um grão de mostarda… (Mt 13,31-35) Duvido que, algum dia, Herodes tenha-se ocupado com um mísero grão de mostarda! Duvido que o governador Pôncio Pilatos tenha dedicado alguns minutos a contemplar os lírios do campo que se espalhavam pelo semiárido… Os poderosos deste mundo não perdem seu tempo com essas ninharias… Mas o olhar de Jesus percebe o valor das coisas pequenas, ele pressente o seu mistério, lê seu sentido profundo. Mesmo que sejam pardais nos arvoredos, mulheres do povo amassando pão, pescadores lançando a tarrafa! É das coisas mais simples e triviais que o Mestre extrai o ensinamento de sua doutrina. Foi assim com a aproximação que Jesus fez entre um grão de mostarda e o Reino dos céus. Eis o comentário de Lev Gillet: “Nós atenuamos esta parábola, nós a enfraquecemos, nós a esvaziamos de seu ‘maximalismo’ quando pensamos no grão de mostarda simplesmente como uma pequena planta capaz de considerável crescimento. E a reduzimos a uma banalidade, uma platitude, se a mensagem que dela extraímos é alguma coisa como: ‘aquilo que é grande, primeiro foi pequeno’”. – “Mestre – prossegue o comentarista -, tu não disseste que a mostarda é uma plantinha que se torna grande. Tu disseste que ela se torna maior que as hortaliças, que ela se torna uma árvore. ‘Uma árvore’, isto é, uma estrutura que, na concepção e na linguagem comuns (senão na estrita verdade botânica) é completamente diferente de uma planta. E não somente ‘uma árvore’, mas uma árvore tal, que ‘os pássaros do céu vêm habitar em seus ramos’ (Mt 13,32).” “Tu empregaste um superlativo. E aí está, Senhor,...

Ovelhas sem pastor… (Mc 6,30-34)

Ovelhas sem pastor… (Mc 6,30-34) Este Evangelho realça mais uma vez o sentimento de Jesus diante das multidões que acorriam à sua procura, o mesmo sentimento ainda mais destacado no Evangelho de São Lucas: a compaixão. Um movimento da alma geralmente designado pelo verbo grego [splagchnizomai] que conota uma reação visceral, hoje diríamos “psicossomática”. O Antigo Testamento já fazia referência ao abandono do povo por seus dirigentes, tanto políticos quanto espirituais, como na passagem de Jeremias 10,21, que denuncia “pastores que deixaram de procurar o Senhor e por isso são incapazes de governar”, com a consequente dispersão do rebanho. O profeta Isaías 40,11 traz a promessa do Messias que vem “qual pastor que cuida com carinho do rebanho, nos braços apanha os cordeirinhos, para levá-los ao colo”. É exatamente assim que a Jesus aparece, no Evangelho – diz Hans Urs von Balthasar – a multidão que se reúne à sua volta. “Nele, as pessoas sentem instintivamente o bom pastor enviado por Deus, que não quer exercer seu poder sobre elas, mas as reúne e cuida delas por si mesmas. Os poderosos já as dominaram o suficiente, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, para os quais o povo era somente certa massa ignorante “nascida inteiramente no pecado” (cf. Jo 9,34).” Este Evangelho mostra-nos Jesus dividido entre a necessidade de repouso e as exigências da multidão, que não lhe permite sequer o tempo para as refeições (cf. Mc 6,31b). “Ele acabará por oferecer a si mesmo em alimento para esses famintos. Ele não está ali para descansar, mas para deixar-se usar até o fim. ‘Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas’....