Chorou sobre ela… (Lc 19,41-44)

22/11/2018 – Chorou sobre ela… (Lc 19,41-44) Qual é a nossa reação diante de um Deus-que-chora? Que sentimentos brotam em nós ao contemplar a cena das lágrimas de Jesus diante da cidade que ele tanto amava? Algo nos comove? Ou ainda permanecemos indiferentes à sua comoção? Jerusalém – a Cidade da Paz, aquela cidade que inclui um shalom em seu nome – abrigava o Templo, a “casa de meu Pai” (cf. Lc 2,49), disse Jesus adolescente. Na visão judaica, era aquele o único lugar em todo planeta onde a presença de Deus se manifestava na Arca da Aliança, com seu triplo testemunho: as tábuas da Lei, a vara de Aarão e a amostra incorruptível do maná. O Monte Sião era o único espaço onde Deus podia ser adorado. Em sua visão profética, no entanto, Jesus de Nazaré prevê a ruína da cidade que ele amava. Diante de seu olhar interior, o fogo vai destruindo os ricos ornatos do Templo, as grossas muralhas vão caindo por terra, os vasos sagrados são saqueados pela soldadesca romana. De fato, pouco depois de sua morte, no ano 70 d.C., as legiões de Tito, filho de Vespasiano, arrasariam Jerusalém, deixando de pé apenas um muro, onde hoje se lamentam os judeus ortodoxos. Que teria cegado os olhos de Jerusalém? Por que não tomara consciência do tempo de sua visitação? Mistérios de Deus… A mesma cidade, que era alvo de um amor de predileção, conhecerá o impacto do ódio destruidor. O tempo dela tinha passado… Hoje, nós somos Jerusalém. O novo Israel, o Povo de Deus que é a Igreja, também recebe do Senhor um...

Papa Francisco nomeia bispo um MSC do Peru

Papa Francisco nomeou como bispo auxiliar da arquidiocese de Trujillo, no Peru, o padre Missionário do Sagrado Coração Timoteo Solórzano Rojas. Atualmente padre Timoteo é pároco de São Tiago Apóstolo, na prelazia territorial de Caravelí. A notícia foi publicada hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, que também apresentou alguns dados biográficos: padre Solórzano Rojas nasceu em 24 de janeiro de 1969 em Chucos, diocese de Huari. Terminou seus estudos do primário e do secundário em Huantar, e ingressou na congregação dos Missionários do Sagrado Coração, onde cursou filosofia e teologia em Lima (1988-1996). Seguiu cursos de especialização para a formação religiosa, na Guatemala. Fez o noviciado na República Dominicana. Professou os primeiros votos em 15 de agosto 1990 e, perpetuamente em 15 agosto de 1998. Foi ordenado presbítero em 9 de janeiro de 2001. Realizou os seguintes trabalhos: vigário paroquial na Arquidiocese de Trujillo (2001-2002); pároco na Arquidiocese de Ayacucho (2003-2004); pároco na Arquidiocese de Lima (2005-2007); pároco da paroquia de São Paulo e Vigário forênio na Arquidiocese de Trujillo (2007-2010). De 2011 a 2018 atuou como Formador no seminário da Província dos Missionários do Sagrado Coração, no Peru e colaborador paroquial na igreja de São Felipe, em Lima. Atualmente é pároco da paróquia de São Tiago Apóstolo e promotor do Colégio Paroquial em Acari, na prelazia territorial de Caravelí. Fonte: https://agensir.it/quotidiano/ 2018/11/6/papa-francesco- nomina-padre-timoteo- solorzano-rojas-ausiliare- dellarcidiocesi-di-trujillo-...

Celebração da esperança: FINADOS

Celebramos neste dia 02 de novembro a memória dos fieis defuntos. A Igreja convida os fieis, através desta solenidade, a renovar a esperança na ressurreição dos mortos. Neste sentido, não celebramos a morte; reconhecemos a sua existência como fim da nossa experiência terrena, mas não como fim último. Para os que crêem na eternidade, a morte é a porta de entrada para a vida eterna. Santa Terezinha, numa profunda demonstração de fé na ressurreição, diz o seguinte: “não morro, entro para a vida”. Portanto, na perspectiva cristã, morrer não é fim, mas sim começo. Santo Agostinho diz que: “contemplar o rosto de Deus é sinal de estar na pátria definitiva.” Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer, teria dito aos filhos que a acompanhavam: “ponde meu corpo em qualquer lugar e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que no altar de Deus vos lembreis de mim, onde quer que estiverdes”. Estes são testemunhos daqueles que já passaram por esta vida e que alimentaram sua esperança na certeza deste encontro definitivo com o Senhor! A liturgia desta celebração apresenta uma verdadeira catequese a respeito da esperança na ressurreição. São Paulo, na carta aos tessalonicenses, faz uma exortação que fundamenta esta esperança na ressurreição dos mortos. Diz o apostolo: “Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os que não têm ESPERANÇA. Se Cisto ressuscitou, e esta é a nossa fé, de modo semelhante Deus trará de volta, com o Cristo, os que através dele entraram no sono da morte”. (1 Ts 4, 13-14) Por fim, meus irmãos, a morte...

Mês das missões 2018

Queridos irmãos, a igreja nos convida, de modo especial em outubro, a refletir sobre as missões. Celebramos neste mês Santa Terezinha, padroeira das missões. Celebramos também a festa da Padroeira do Brasil: Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Lembramos ainda o Rosário e a Campanha Missionária, realizada em todas as dioceses do Brasil. Portanto, um mês rico em se tratando de reflexão missionária. Este ano de 2018, o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionarias traz um apelo para construção da paz: “Enviados para testemunhar o Evangelho da Paz”. A proposta é de estabelecer vínculos, a partir do Evangelho, para construção da verdadeira Paz. A Igreja está inserida na sociedade e, como tal, deve interagir na formação dos cristãos e pessoas de boa vontade estimulando-os na elaboração de um projeto de paz. O mês missionário nos lembra ainda que a missão deve levar-nos ao serviço: “Eu vim para servir”, diz Jesus aos discípulos. Portanto, a Igreja, como servidora do Evangelho, deve apresentar aos fiéis uma mensagem de incentivo a paz, principalmente aos irmãos mais afetados por situações que negam este direito a vida humana, a paz! No evangelho de São Marcos, Jesus vai definir a missão como Serviço: “Quem quiser ser o primeiro, seja servo de todos” (Mc 10,44). Neste caso, a condição estabelecida por Jesus para participar da missão do Reino e ser discípulo é a disposição para servir. Por isto, a palavra “missão” esta intimamente associada ao serviço. O Papa Francisco tem insistido muito num perfil de Igreja missionária, uma Igreja serva, capaz de se deslocar em direção aos mais pobres. Uma Igreja “em saída”, diz o papa. Ou...