Querido internauta, neste mês de junho, queremos expressar a nossa devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Para nós, Missionários do Sagrado Coração, um tema significativo.   O nosso fundador, um homem profundamente devoto do Coração de Jesus, encontra sua inspiração nesse Coração transpassado pela lança do soldado romano.  Padre Chevalier não vê somente um coração ferido pela violência dos que rejeitaram sua proposta de amor, mas um coração capaz de amar, mesmo diante de tamanha violência.  Isto justifica o nosso lema: “amado seja por toda parte o sagrado coração de Jesus”.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, como sabemos, é bastante antiga. Os padres da Igreja já falavam dela tendo como referência o Coração transpassado pela lança do soldado. Desse coração dilacerado pela violência brota sangue e agua, símbolo do batismo e da eucaristia, e também da Igreja, a esposa de Cristo, o novo Adão. A Igreja nasce do Coração aberto de Jesus, assim como nasceu  Eva do lado aberto de Adão. Essa devoção vai se expandir com Santa Margarida Maria de Alacoque, com as conhecidas revelações do Sagrado Coração, ferido e apresentado aos homens: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor…”

Existem muito textos que falam do Coração de Jesus, mas a ideia central é de que Deus escolhe um povo para amar e coloca no meio deste povo o seu coração e Jesus é a expressão máxima deste amor divino. Este coração continua no meio do povo e Deus continua com o mesmo desejo e a mesma intensidade de Amar. A razão deste amor, a encontramos no convite de Jesus: “vinde a mim todos vós que estais cansados” (Mt 11, 28). Em outra palavras,  Jesus nos oferece um descanso em seu coração, que é “manso e humilde”.  Sendo assim, a Igreja tem como missão testemunhar o amor misericordioso que brota deste Coração. Portanto, se quisermos cultivar o amor divino na sociedade, precisamos aprender de Jesus a sermos humildes e mansos. Nem todos aceitarão, muitos nos ridicularizarão. Seja como for, as virtudes deste coração, não permitirão que nada disso nos impeça de cultivar o amor divino  na sociedade.

Pe. Edvaldo Rosa de Mendonça MSC